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Galo das Trevas

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Galo das Trevas é o quinto volume das memórias do médico e escritor mineiro Pedro Nava. Tem como subtítulo "As Doze Velas Imperfeitas" e compõe-se de duas partes: "Negro" e "O Branco e o Marrom". Na primeira parte, “Negro”, composta de capítulo único, “Jardim da Glória à Beira-Mar Plantado”, Nava quebra a sequência em que vinha, desde o Capítulo III de Baú de Ossos, narrando a sua vida em primeira pessoa, da remota infância à formatura na Faculdade de Medicina, e dá um salto temporal, trazendo a narrativa para o tempo presente. Ali, aos 75 anos de idade (1978), à semelhança de Xavier de Maistre em sua Viagem ao redor do meu quarto, põe-se a fazer uma volta pelo seu apartamento, com todas as reminiscências associadas aos seus objetos. Depois desse “jorro de emoções”, a partir da segunda parte, composta de dois capítulos, Nava retorna ao passado, à época em que iniciou sua carreira médica, mas agora projetando-se em um primo fictício, o Egon, cuja vida (que no fundo é a vida do próprio Nava) conta em terceira pessoa. O “galo das trevas”, um candelabro triangular com treze velas usado nos ofícios da Semana Santa , é referenciado duas vezes no livro: na descrição da Matriz da cidade fictícia de Santo Antônio do Desterro, que na verdade é Juiz de Fora ("A fachada distraía com sua rosácea encimada pela teoria de janelas que cresciam de fora para dentro e que sugeriam a forma d’um galo das trevas – não de treze mas de nove velas”), e ao descrever as igrejas de Diamantina (“Um galo das trevas incisado em madeira passada a tinta negra com vivos prateados e o torneado das treze bocas das velas.”)
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